O Mundo em Suas Mãos

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Divina Misericórdia, eu confio em Vós!

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domingo, 3 de maio de 2015

DIA DO SERTANEJO


Nunca vi ninguém viver tão feliz
Como eu no sertão
Perto de uma mata e de um ribeirão
Deus e eu no sertão

Casa simplesinha, rede pra dormir
De noite um show no céu
Deito pra assistir
Deus e eu no sertão
Das horas não sei, mas vejo o clarão
Lá vou eu cuidar do chão
Trabalho cantando, a terra é a inspiração
Deus e eu no sertão

Não há solidão, tem festa lá na vila
Depois da missa vou, ver minha menina

Link: http://www.vagalume.com.br/victor-leo/deus-e-eu-no-sertao.html#ixzz3Z72hjC3P


03/05 - DIA DO SERTANEJO

Dia do Sertanejo
Para o habitante da cidade, a pessoa que vive no sertão, é geralmente, rude, inculta e avessa à vida moderna. Essa imagem tomou força com o sertanejo - O jeca Tatu - descrito no conto Urupês, publicado no livro homônimo, de Monteiro Lobato.
Depois do período extrativista, o Brasil passou a ser um país essencialmente agrário. Essa situação, porém, inverteu-se principalmente depois do ciclo do café, quando as indústrias começaram a se instalar no Sudeste, formando regiões metropolitanas. Então o êxodo rural se intensificou, e a figura do sertanejo, ou caipira, ganhou traços caricaturais.

Para o habitante da cidade, a pessoa que vive no sertão, é geralmente, rude, inculta e avessa à vida moderna. Essa imagem tomou força com o sertanejo - O jeca Tatu - descrito no conto Urupês, publicado no livro homônimo, de Monteiro Lobato. O Jeca Tatu e o caboclo do vale do Paraíba, de barba rala, que vive descalço, com os pés cheios de bichos; fuma cigarros de palha e usa chapéu também de palha. Não tem ânimo para trabalhar, "é o sombrio urupê de pau podre a modorrar silencioso no recesso das grotas [...] funesto parasita da terra [...] inadaptável à civilização".
Essa figura do sertanejo gerou obras no cinema e na literatura, e sua caricatura passou a ser utilizada em anedotas e mesmo nas histórias infantis, como o personagem Chico Bento, criado pelo quadrinista Maurício de Sousa.






Maurício de Sousa



Há alguns anos, porém, esse estereótipo tem sofrido uma inversão de valores. Se, antes, o sertanejo era exatamente a figura descrita por Monteiro Lobato, atualmente a figura do caipira tem sido valorizada. Pode-se observar esse fenômeno no sucesso conseguido pelos cantores de música sertaneja, que cantam as belezas da zona rural e da vida na fazenda (embora os mais modernos tenham deixado de lado os temas da vida na roça, para se dedicar às baladas de amor).

A influência do sertão também pode ser observada no vestuário e nos costumes da juventude. A recente moda country, importada dos Estados Unidos e adaptada à realidade brasileira, é sensação entre os jovens que frequentam, em massa, as danceterias especializadas.

Estimuladas por essa moda, ganharam terreno as festas de rodeio, em que cavaleiros medem suas habilidades para conseguir dominar o cavalo ou o boi bravo. Antes restritas às comunidades rurais, as festas de rodeio se modernizaram e atraíram o público da cidade. Atualmente, a Festa do Peão Boiadeiro de Barretos, em São Paulo, é o maior evento do tipo na América Latina e um dos maiores no mundo.


Do livro: Datas Comemorativas cívicas e históricas, publicado por Paulinas Editora.







sábado, 2 de maio de 2015

Maio Maria Menina Mãe Mulher

 O orvalho divino ou o leite virginal de Maria





Meu Doce Jesus, no seio de tua Mãe,
Tu me apareces, todo radiante de Amor.
O Amor, eis o inefável mistério
Que Te exila da Celeste Morada.
Ah, deixa que eu me esconda sob o véu
Que Te oculta a todo olhar mortal:
Bem junto a Ti, ó Estrela Matinal!
Vou prelibar um gostinho de céu.
No despertar de uma nova aurora,
Quando do sol vêem-se os primeiros raios,
A pequena flor que a desabrochar começa
Espera do alto céu precioso bálsamo.
Este é o momento do salutar orvalho
Que, cheio de doçura em seu frescor,
Faz borbulhar a seiva em cada galho
E nos botões faz entreabrir-se a flor.
Tu és, meu bom Jesus, flor primorosa
Que assim contemplo apenas entreaberta;
Tu és, Jesus, a cativante rosa,
Rubro botão de graça que desperta!
Os braços puros de tua Mãe querida
São Teu berço, trono real!
Teu doce sol é o seio de Maria,
E o orvalho é o Leite Virginal!…
Meu Bem-Amado, Irmão querido,
Todo o futuro eu vejo em Teu olhar.
Pela ânsia de sofrer sempre impelido,
Cedo, por mim, Tua Mãe irás deixar.
Mas sobre a cruz, ó Flor Desabrochada,
Eu reconheço teu perfume matinal
Eu reconheço o orvalho de Maria
Teu sangue divino é o Leite Virginal.
Esse orvalho se oculta no santuário,
O Anjo do Céu o contempla jubiloso,
Oferecendo a Deus sua sublime oração,
Dizendo, com São João: “Ei-lo!”
Sim, ei-lo, o Verbo feito Hóstia,
Sacerdote eterno, Cordeiro Sacerdotal,
O Filho de Deus é o Filho de Maria,
O Pão do Anjo é o Leite Virginal.
O serafim se nutre da glória
E perfeito, no céu, é seu deleite,
Mas eu, pobre criança, no cibório
Vejo só a aparência e a cor do leite.
Mas é o leite que convém à infância
E de Jesus o amor é sem rival.
Ó terno Amor! Insondável Potência,
Minha Hóstia branca é o Leite Virginal!
Santa Teresinha











Uma rosa desfolhada
Jesus, quando Te vejo, em Tua Mãe apoiado,
Deixar seus braços
E ensaiar a tremer, nesta terra exilado,
Os Teus primeiros passos,
Diante de Ti quisera uma flor desfolhar
Em seu frescor,
Para ver Teu pezinho repousar sem dor
Sobre uma flor!…
A rosa desfolhada é a imagem verdadeira,
Divino Infante,
De uma vida que quer se imolar toda inteira
A cada instante.
Muita rosa deseja irradiar formosura
E Teu altar,
Numa doação total… Busco ambição mais pura:
“Desfolhar-me!…”
Santa Teresinha


(Primeira estrofe)
Ó Mãe querida, desde minha infância
Teu semblante encantou meu coração;
Lia em teu olhar tua ternura
E achava, junto a ti, felicidade.
(Estribilho)
Lá nas plagas do céu, Virgem Maria,
Hei de ver-te, depois de meu exílio,
Mas, aqui nesta vida, tua imagem
É sempre meu socorro a toda hora!
(Segunda estrofe)
Quando era boazinha e obediente,
Tinha a impressão de que sempre me sorrias,
Mas se era, às vezes, meio levadinha,
Eu cria ver-te sobre mim chorando!
(Terceira estrofe)
Ao escutar minha oração tão simples,
Mostravas-me carinho maternal
E eu encontrava, ao ver-te sobre a terra,
Prelibadas delícias de meu céu.
(Quarta estrofe)
Enquanto luto, ó minha Mãe querida,
Tornas minh’alma forte no combate,
Pois sabes que, na tarde da existência,
Quero ofertar Padres ao Senhor!…
(Quinta estrofe)
Doce Imagem de Mãe, eternamente,
Meu tesouro serás, minha alegria.
E quero, em minha hora derradeira,
Fixar ainda em ti o meu olhar.
(Último estribilho)
Depois, voando às plagas celestiais,
Vou assentar-me, ó Mãe, em teus joelhos
E aí, sem dividi-los com ninguém,
Receberei teus beijos de ternura!…
 Santa Teresinha






Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.






Porque eu te amo, Maria
Quisera cantar, Maria, porque te amo,
Porque, ao teu nome, exulta meu coração
E porque, ao pensar em tua glória suprema,
Minh’alma não sente temor algum.
Se eu viesse a contemplar o teu fulgor sublime
Que supera de muito o dos anjos e santos,
Não poderia crer que sou tua filha
E, então, diante de ti, baixaria meus olhos.


O que desejo agora é cantar, em teu colo, ó Mãe, porque é que te amo
E mil vezes dizer-te que sou tua filha!…

Santa Teresinha do Menino Jesus



sexta-feira, 1 de maio de 2015

SANTO DO DIA

 Conheça a história de São José Operário
Primeira Leitura (Gn 1,26–2,3)

Leitura do Livro do Gênesis.

26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”.
27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”. 29E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez.31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.2,1E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera. 3Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nesse dia descansou de toda a obra da criação.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Ou (escolhe-se uma das leituras)

Primeira Leitura (Cl 3,14-15.17.23-24)

Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses.

14Irmãos, acima de tudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. 15Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos.17Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai. 23Tudo o que fizerdes, fazei-o de coração, como para o Senhor e não para os homens.24Pois vós bem sabeis que recebereis do Senhor a herança como recompensa. Servi a Cristo, o Senhor.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
 Responsório (Sl 89)

— Ó Senhor, fazei dar frutos o labor de nossas mãos!
— Ó Senhor, fazei dar frutos o labor de nossas mãos!

— Já bem antes que as montanhas fossem feitas ou a terra e o mundo se formassem, desde sempre e para sempre vós sois Deus.
— Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.
— Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!
— Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Manifestai a vossa obra a vossos servos, e a seus filhos revelai a vossa glória!
 Evangelho (Mt 13,54-58)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55Não é ele o filho do carpinteiro? 


 Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?” 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


São José Operário (Memória): “Não é ele filho do carpinteiro?” (Mt 13,54-58). Celebramos o dia do trabalhador. Esta data civil já foi marcada por conflitos e revoltas sociais. O Papa Pio XII (1955) deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré. Somos convidados a santificar as nossas tarefas diárias, consagrando-as a Deus. Deus, que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o que mais deseja que os nossos trabalhos sejam santificados. E Ele nos oferece o modelo de São José. Sem grandes alardes, São José cumpriu com seu ofício. Na carpintaria obteve os recursos para dar de comer à sua família e lhe dar vida decente. Do tempo de São José até os dias de hoje o trabalho passou por muitas transformações. Na recente história do Brasil, acompanhamos os trabalhadores sofrendo com a falta de melhores condições de vida. Nestes últimos dias, por ocasião da Assembleia dos Bispos do Brasil, acompanhamos a sensibilidade dos nossos pastores frente a realidade atual do nosso país. Acerca das discussões sobre a TERCEIRIZAÇÃO DO TRABALHO, afirmaram os bispos: “a lei que permite a terceirização do trabalho, não pode, em hipótese alguma, restringir os direitos dos trabalhadores. É inadmissível que a preservação dos direitos sociais venha a ser sacrificada para justificar a superação da crise”. Aproveitemos as comemorações do Dia do Trabalhador para reafirmarmos a dignidade da pessoa humana. Olhemos para o carpinteiro de Nazaré. Olhemos também para o Padre Cícero que consagrou o Juazeiro como terra de oração e trabalho. Sejamos seus imitadores, para fecundarmos e multiplicarmos os dons que Deus nos deu nesta terra. Na 1ª leitura (Gn 1,26 – 2,3), Deus viu que a sua obra era muito boa e a santificou por isso. Que Deus, por intermédio de São José Operário, abençoe os nossos trabalhos e todos os trabalhadores, amém! A nossa bênção a todos os trabalhadores. Do amigo, Padre Aureliano
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pe_aureliano


Dia do trabalho









Dia do trabalho

Uma mulher me respondeu com um sorriso contagiante quando eu lhe dei um simples "tudo bem?". A resposta foi intensa: "Graças a Deus! Sou muito feliz por trabalhar nesta escola". Ela trabalha na limpeza da escola. Não mora tão perto. Acorda bem cedo. Pega mais de uma condução. Quando chega em casa, tem outra jornada com o marido e os filhos. E é feliz.
Tenho muito respeito pelos funcionários das escolas. Os que limpam os espaços em que educamos, os que preparam o alimento das crianças, os que cuidam para que tudo esteja em ordem para nós, professores, realizarmos nosso ofício. Sou muito feliz por ser professor. E escritor. E sempre que converso com jovens sobre profissões, tento ajudá-los a perceber que a melhor escolha é fazer aquilo que nos realize, que nos faça perceber que podemos ser úteis à sociedade. Não há profissões superiores ou inferiores. Todo trabalho é digno, quando feito honestamente. Mas é preciso ir além. É preciso ter o entusiasmo daquela mulher que encontrou naquela escola o seu canto de realização. Podemos lutar por nossos direitos, buscar melhores condições de trabalho. O papa Francisco disse, nesta semana, que é escandaloso mulheres ganharem menos que homens para exercer a mesma função.
Há ainda um longo caminho para valorizar as pessoas e as profissões, para dar dignidade a todos e acabar com preconceitos. Mas há um outro fator, de extrema importância, também, que é o encontro com nossa própria vocação, com o que, de fato, nos diga se estamos ou não no lugar certo. Como é ruim encontrar pessoas que detestam o próprio trabalho, que detestam o que fazem e que não encontram disposição para buscar novos caminhos. Vidas desperdiçadas. Sem sermos felizes naquilo que fazemos, dificilmente faremos algo de bom para outras pessoas. Com gestos amargurados, contaminamos o ambiente e a nós mesmos. Sempre é tempo de ressignificar nosso trabalho, de redescobrir a chama que nos faz iluminar pessoas com simples respostas como esta: "Graças a Deus! Sou muito feliz por trabalhar nesta escola". Feliz dia do trabalho.
Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 01/05/2015