O Mundo em Suas Mãos

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terça-feira, 12 de julho de 2016

Marco Legal da Primeira Infância: uma lei para garantir mais atenção às crianças

1283 marco legal entrevista
Foto: Acervo da Pastoral da Criança
A Pastoral da Criança, desde sua fundação, procura orientar e ajudar as famílias e as gestantes sobre os cuidados, a atenção e o zelo que todos devem ter com as crianças. Hoje, já se sabe que os primeiros anos de vida são muito importantes para a formação do ser humano, tanto fisicamente, quanto para o desenvolvimento emocional e social. 
A nova lei, conhecida como Marco Legal da Primeira Infância, foi sancionada no dia 8 de março de 2016 e é resultado dos esforços de diversos especialistas e organizações que vinham discutindo sobre a necessidade de uma maior atenção à faixa etária dos 0 aos 6 anos. E isso começa já na gestação, com um pré-natal de qualidade. 
Para saber mais sobre o Marco Legal da Primeira Infância, leia a entrevista com Clóvis Boufleur, gestor de relações institucionais da coordenação nacional da Pastoral da Criança.
Clóvis Boufleur - Gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança
Clóvis Boufleur - Gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança

Por que foi elaborado o Marco Legal da Primeira Infância?

O Marco Legal era uma lacuna no Estatuto da Criança e do Adolescente, que precisava ser preenchida. E eu diria que muitos problemas sociais, aqui no Brasil, têm a sua origem exatamente porque há uma ausência da valorização da criança desde a barriga da mãe. Os estudos, hoje, são claros ao estabelecer que a personalidade e as condições de saúde dos adultos são moldadas lá na primeira infância, nos primeiros anos de vida.

O que muda para a criança, com o Marco Legal?

Com esse Marco Legal, a criança ganha mais oportunidade de ter programas de governo que vão estar articulados, que vão conversar entre si; ela também vai ser beneficiária do direito de poder frequentar uma creche, uma pré-escola com profissionais preparados pra acompanhá-la nesses espaços de aprendizagem, de diversão, de conhecimento. A lei reforça todo o atendimento que é preciso ter no nível domiciliar. Também define claramente que é preciso acompanhar as crianças de mães que estão privadas de liberdade, nas cadeias, e que precisam de um atendimento adequado.

Que impacto o cuidado na primeira infância traz para as próximas gerações?

Certamente nós vamos ter uma sociedade com mais saúde, com mais educação, que vai dialogar mais, se a gente investir na primeira infância. E nós temos um compromisso com as próximas gerações. A ONU recentemente aprovou 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que, com 169 metas, convidam os países a desenvolverem programas, iniciativas para promover o bem-estar das pessoas e o cuidado em relação ao meio ambiente, ao planeta, para que possamos ter um futuro melhor.
Leia a entrevista na íntegra: 1293 - Entrevista com Clóvis Boufleur - Marco Legal da Primeira Infância (.PDF)
Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança. Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Programa de Rádio 1293 - 11/07/2016 - Marco Legal da Primeira Infância

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Salve o Coração da Amazônia



É isso mesmo! O nosso governo está querendo pôr fim a centenas de quilômetros de florestas da Amazônia, para que possam construir uma hidrelétrica no rio Tapajós. Esta construção vai liberar enormes quantidades de gases na atmosfera, fazendo com que as mudanças climáticas sejam cada vez piores. Plantas raras e animais em risco de extinção serão ameaçados, sem contar aldeias e comunidades, que vão ser perdidas para sempre.

Ajude a terminar com essas injustiças, já somos mais de 800.000, clique aqui para assinar a petição para salvar a Amazônia!



 Se você estiver pensando que essa destruição é necessária para que o Brasil possa garantir a energia, fique sabendo que isso é possível sem qualquer tipo de destruição da Amazônia. Em vez do que estão fazendo o governo e as empresas deveriam estar trabalhando para conseguir energias renováveis e verdadeiramente limpas, como a energia eólica e solar. Trata-se meramente de um jogo de interesses em que alguém vai encher os bolsos de dinheiro…
Todos juntos podemos acabar com estas injustiças, não vamos fechar os olhos a estas atrocidades. Podemos fazer a diferença: Clique aqui para assinar a petição para salvar a Amazônia!
As crianças da foto em cima merecem suas casas e seus alimentos tanto quanto seus filhos, não lhe parece? Ou por serem índios podem ser descriminados?!
Mas podemos mudar tudo isso assinando a petição: Salve o Coração da Amazônia!
Ajude a terminar com essas injustiças, já somos mais de 800.000, clique aqui para assinar a petição!
Não fique indiferente, vamos acabar com essa escumalha!

O coração da Amazônia está ameaçado! O governo quer construir uma enorme hidrelétrica no rio Tapajós, alagando centenas de quilômetros quadrados de floresta. O modo de vida de povos indígenas será destruído, assim como incontáveis espécies de animais e plantas. O povo Munduruku, que vive na região há gerações, está lutando para demarcar seu território tradicional e preservar a floresta.

HIDRELÉTRICA NÃO É ENERGIA LIMPA

Em parceria com o governo, empresas como Siemens e General Eletric podem vir a participar da construção da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, lucrando às custas da exploração do meio ambiente. Centenas de quilômetros de florestas serão alagados embaixo de um reservatório equivalente ao tamanho da cidade de Nova Iorque. O alagamento da floresta libera enormes quantidades de carbono e metano na atmosfera, contribuindo com as mudanças climáticas. Plantas raras e animais em risco de extinção serão ameaçados, sem contar aldeias e comunidades, que seriam perdidas para sempre.

O POVO MUNDURUKU










O povo Munduruku vive na região do rio Tapajós há gerações – atualmente são mais de 12 mil pessoas que dependem do rio para sobreviver. Por isso, há mais de 30 anos eles lutam contra a construção de hidrelétricas na região. Os Munduruku exigem que o governo brasileiro reconheça oficialmente seu território e estão chamando pessoas do mundo inteiro para apoiarem essa luta.
Se milhares de pessoas se juntarem aos Munduruku nessa causa, juntos poderemos proteger seu território e a rica biodiversidade do local.

UM OUTRO CAMINHO É POSSÍVEL

É possível garantir a energia que o Brasil precisa sem condenar a Amazônia, sua biodiversidade e seus povos tradicionais. Em vez de contribuir com a destruição da floresta e a violação de direitos, o governo brasileiro e as empresas deveriam ajudar o país a desenvolver um futuro de energia renovável e verdadeiramente limpa, como a eólica e a solar.



Fonte:

sábado, 2 de julho de 2016

D. Paulo Evaristo Arns celebra 50 anos de ordenação episcopal em missa na Sé

Celebração teve a participação de 200 padres e 40 bispos; mensagem do Papa Francisco exalta dedicação de d. Paulo à defesa dos direitos dos pobres


































São Paulo – O arcebispo emérito de São Paulo, o cardeal d. Paulo Evaristo Arns celebrou hoje (2) 50 anos de sua ordenação episcopal, com missa na Praça da Sé. Participaram cerca de 200 padres e 40 bispos em cerimônia presidida pelo cardeal-arcebispo, d. Odilo Scherer.
Em mensagem ao cardeal Arns pelo jubileu de ouro, o Papa Francisco escreveu: “Quem, de fato, não conheceu a tua grande dedicação na promoção dos direitos dos pobres, na defesa da vida digna para todos, na ajuda às famílias e aos oprimidos! No entanto, não achamos necessário que sejam recordados cada um dos teus encargos e méritos, que são muitíssimos e que, por certo, somente por Deus são conhecidos.”
Na homilia para a missa, d. Odilo enfatiza sobre a importância da esperança cristã e diz que “Dom Paulo exerceu seu ministério episcopal, animado por essa esperança, deixando marcas profundas na cidade e na arquidiocese. Hoje, aqui nos reunimos em torno dele para agradecer a Deus pelos 50 anos de sua ordenação episcopal. Foi muita graça de Deus para ele e para a Igreja”.

Em 1985, o cardeal criou a Pastoral da Criança com o apoio da irmã Zilda Arns
Biografia

Filho de imigrantes alemães, Dom Paulo Evaristo Arns nasceu em 1921 em Forquilhinha, Santa Catarina. Ordenado sacerdote em 1945, ele foi estudar na Sorbonne, em Paris. Formou-se em estudos brasileiros, latinos, gregos e literatura antiga.

No Brasil, foi bispo e arcebispo de São Paulo entre os anos 60 e 70 e se destacou por sua luta política, como contra as torturas praticadas durante a Ditadura Militar e a favor do voto, nas Diretas Já.

Em 1985, o cardeal criou a Pastoral da Criança com o apoio da irmã Zilda Arns, que morreu no Haiti vítima do forte terremoto que destruiu parte do país, em 2010. Ela realizava trabalhos humanitários
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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Origem da Festa Junina


  explicações para a origem do termo "festa junina". A primeira explica que surgiu em função das festividades, principalmente religiosas, que ocorriam, e ainda ocorrem, durante o mês de junho. Estas festas eram, e ainda são, em homenagem a três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Outra versão diz que o nome desta festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem apenas a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.
De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).
Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.
Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.
Festas Juninas no Nordeste
Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.
Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.
Comidas típicas
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural de milho verde, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bom-bocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.
Principais tradições
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.
No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste é tradicional a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.
Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

Festa junina no Centro Educacional Maciel Torres






























quarta-feira, 29 de junho de 2016

São Pedro e São Paulo Apóstolos - principais líderes da Igreja Cristã




Hoje a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos
Estes santos são considerados “os cabeças dos apóstolos” por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.
Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro.
Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo. Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.
Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.
Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.
Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.
São Pedro e São Paulo, rogai por nós!