O Mundo em Suas Mãos

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Divina Misericórdia, eu confio em Vós!

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domingo, 28 de junho de 2015

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO (ANO B): “Eu te darei as chaves do reino dos céus...” (Mt 16,13-19). Celebramos as chamadas COLUNAS ECLESIAIS DE NOSSA FÉ: SÃO PEDRO E SÃO PAULO. Dois apóstolos destemidos. Pedro representa a dimensão hierárquica e sacramental. Paulo, a dimensão apostolar e missionária da Igreja. Pedro e Paulo são sinônimos de que A NOSSA FÉ SÓ FUNCIONA MESMO EM COMUNIDADE. Dois homens de posturas diferentes, de culturas e expressões distintas, contudo, um aprendendo com o outro. RECONHECENDO SUAS LIMITAÇÕES E DONS, SOUBERAM MULTIPLICAR OS VALORES DO EVANGELHO, EM PROL DA IGREJA E DO REINO DE DEUS. APRENDENDO COM AMBOS, SABEREMOS RECONHECER A NECESSIDADE QUE TEMOS PARA VIVERMOS SINTONIZADOS COM O VERDADEIRO AMOR. São Pedro, no evangelho, responde com fé e coragem a pergunta basilar para todos nós: “QUEM É JESUS?”. Acertou com as palavras, mas compreendeu mesmo quem é Jesus com a sua vida voltada ao projeto de Deus. De Jesus, recebeu as chaves do Reino para preservar os valores da fé. E PORQUE SOUBE “ABRIR” E “FECHAR” NO TEMPO CERTO, DEUS LHE CONFIOU AS SANDÁLIAS, SÍMBOLO DA MISSÃO, O CINTO, SÍMBOLO DO SERVIÇO, E O MANTO, SÍMBOLO DA DIGNIDADE, (1ª leitura – At 12,1-11). São Paulo também respondeu com a vida o sentido desta profunda pergunta. Respondeu e ajudou o povo a responder também. Como apóstolo dos povos, catequizou, rezou, ajudou e amou acima de tudo. Identificou-se com o evangelho. Esta coluna tem peso e base à nossa fé. As palavras que ele nos dirige hoje foram escritas quando estava prisioneiro e já bastante idoso. Por isso nos soam como uma despedida (2ª leitura – 2Tm 4,6-8.17-18). As chaves confiadas a Pedro foram também utilizadas por São Paulo. Ambos estiveram presos, mas Deus os libertou. As chaves deste mundo podem não funcionar como desejaríamos. Entretanto, são as chaves do céu que nos interessam. PRESOS PELA RESISTÊNCIA, MAS LIBERTOS PELA PERSISTÊNCIA. Sejamos imitadores de São Pedro e São Paulo como ambos foram de Jesus. São estas as colunas que darão sustento à nossa fé em Jesus e em sua Igreja. Abraços do Padre Aureliano.‪#‎liturgiadiária‬ ‪#‎missa‬ ‪#‎evangelhododia‬ ‪#‎homilia‬ ‪#‎tempocomum‬ ‪#‎liturgia‬‪#‎reflexãodamissa‬ ‪#‎reflexão‬



A força do bem


Aprendemos com os exemplos de bondade, mas também aprendemos com os perversos. Nas cenas cotidianas, se prestarmos atenção, recolheremos histórias que poderão iluminar as nossas.
Gosto de observar as pessoas e de me permitir o poder do encantamento.  Desde criança, a violência sempre me horrorizou. A falta de educação, de gentileza, as palavras ditas em tom errado, a mentira, o engodo. Cuidei para que esses não fossem os meus referenciais e para me convencer que ser bom é o melhor caminho para se chegar à felicidade. 
Sou grato aos professores que tive nas escolas em que estudei e aos professores da vida que me abrem os olhos, quando esses se cansam. Que me mostram as mãos enrugadas, mas valentes. Que me provam que o amor existe. Em cada canto. E que resistem aos que querem emudecer a bondade. Não conseguirão jamais. Basta olhar para o passado. De quem a humanidade se orgulha? Dos jogadores de pedra ou dos construtores do templo precioso que é o ser humano?
Fazer o bem vale a pena. O bem é durável, frutifica. O bem é amoroso, alimenta. Uma vida inteira. Várias vidas. Ensinou-nos Francisco de Assis, o que jamais deixou de acreditar no Amor, o que iluminou e ilumina as manhãs mais cinzentas desta nossa casa maior: "Apenas um raio de sol é suficiente para afastar várias sombras". Que o Irmão Sol nos aqueça!
Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 28/06/2015

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Bem-vindo Inverno






INVERNO

O movimento de translação, juntamente com a inclinação do eixo terrestre em 23°27’ em relação ao plano orbital, é responsável pela variação de energia solar que atinge a superfície terrestre em uma determinada época do ano. Esse fenômeno é responsável pelas quatro estações do ano: primavera, verão, outono e inverno.
Caracterizado como a estação com 
as temperaturas mais baixas, o inverno se entende de 21 de dezembro a 22 de março, no Hemisfério Norte; e de 21 de junho a 23 de setembro no Hemisfério Sul. O inverno tem início com o término do outono e antecede a primavera.
As noites são mais longas que os dias nas regiões onde é inverno, visto que a incidência de raios solares é menor nessa porção da Terra. Durante essa estação do ano, várias espécies de aves migram para outros locais com o intuito de fugir do frio.
Os países localizados na Zona Temperada do Norte (entre o Trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico) e na Zona Temperada do Sul (entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico) apresentam as quatro estações bem definidas, com invernos rigorosos, registrando baixas temperaturas.
O Brasil, por apresentar a maior parte do território na Zona Intertropical (próxima à linha do Equador), não possui as quatro estações bem definidas. O inverno é mais rigoroso nos estados da Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Esses locais podem registrar temperaturas negativas, além da ocorrência de neve em determinados pontos.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O Profeta

24 de Junho - Natividade de São João Batista

A Bíblia nos diz que Isabel era prima e muito amiga de Maria, e elas tinham o costume de visitarem-se. Uma dessas ocasiões foi quando já estava grávida: "Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo"(Lc 1,41). Ainda no ventre da mãe, João faz uma reverência e reconhece a presença do Cristo Jesus. 

Assim os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias, cujo dia do nascimento é também chamado de "Aurora da Salvação". É o único santo, além de Nossa Senhora, em que se festeja o nascimento, porque a Igreja vê nele a preanunciação do Natal de Cristo.

Ele era um filho muito desejado por seus pais, Isabel e Zacarias, ambos de estirpe sacerdotal e já com idade bem avançada. Isabel haveria de dar à luz um menino, o qual deveria receber o nome de João, que significa "Deus é propício". Assim foi avisado Zacarias pelo anjo Gabriel.

Conforme a indicação de Lucas, Isabel estava no sexto mês de gestação de João, que foi fixado pela Igreja três meses após a Anunciação de Maria e seis meses antes do Natal de Jesus. O sobrinho da Virgem Maria foi o último profeta e o primeiro apóstolo. "É mais que profeta, disse ainda Jesus. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti". Ou seja, o primo João inicia sua missão alguns anos antes de Jesus iniciar a sua própria missão terrestre.

Lucas também fala a respeito da infância de João: o menino foi crescendo e fortificando-se em espírito e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel.

Com palavras firmes, pregava a conversão e a necessidade do batismo de penitência. Anunciava a vinda do messias prometido e esperado, enquanto de si mesmo deu este testemunho: "Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitarei o caminho do Senhor..." Aos que o confundiam com Jesus, afirmava com humildade: "Eu não sou o Cristo" e "Não sou digno de desatar a correia de sua sandália". Sua originalidade era o convite a receber a ablução com água no rio Jordão, prática chamada batismo. Por isso o seu apelido de Batista.

João Batista teve a grande missão de batizar o próprio Cristo. Ele apresentou oficialmente Cristo ao povo como Messias com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo... Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo".

Jesus, falando de João Batista, tece-lhe o maior elogio registrado na Bíblia: "Jamais surgiu entre os nascidos de mulher alguém maior do que João Batista. Contudo o menor no Reino de Deus é maior do que ele".

Ele morreu degolado no governo do rei Herodes Antipas, por defender a moralidade e os bons costumes. O seu martírio é celebrado em 29 de agosto, com outra veneração litúrgica.

São João Batista é um dos santos mais populares em todo o mundo cristão.




NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA (SOLENIDADE): “João é o seu nome” (Lc 1,57-66.80). Hoje a Igreja recorda com alegria o testemunho daquele que se tornou o anunciador de um novo tempo: João Batista. Um homem de Deus que soube ser fiel aos seus desígnios. O nome “JOÃO” quer dizer: “Deus se mostrou misericordioso”. Em João Batista podemos ver a providência de Deus atuando na história. A realização da vontade de Deus é sempre em prol dos pequenos e excluídos desta vida. Sua missão tinha uma meta bem definida e forte. Um nome, uma promessa, uma missão... Despojado, apegava-se unicamente à vontade de Deus no compromisso da missão aos irmãos. QUANDO DEUS PREPARA A NOSSA EXISTÊNCIA, NOSSA VIDA TORNA-SE UMA MANIFESTAÇÃO DE SUA PRESENÇA E DE SEU AMOR PARA CONOSCO (1ª leitura – Is 49,1-6). Neste dia de forte expressão da cultura do nosso povo, aprendamos com o exemplo de São João Batista. Coloquemo-nos à disposição da vontade de Deus. Ele nos confiou um nome. Nosso nome é a comprovação de que Ele nos conhece e quer que nós estejamos sempre dispostos a fazer das nossas tarefas diárias uma vocação que sirva para manifestar o seu projeto se consolidando entre nós. Entretanto, nossa missão é sempre ser instrumento. Deus realiza a sua vontade em nós. Sejamos como São João Batista. Como setas, apontemos o caminho. Preparemos os seus desígnios. Com profunda humildade, São João Batista se dizia indigno de desamarrar as sandálias de Jesus (2ª leitura – At 13,22-26). QUANDO ASSUMIMOS NOSSA CONDIÇÃO DE SERVOS, TORNA-SE MAIS FÁCIL RECONHECER NOSSA PEQUENEZ E NOSSAS LIMITAÇÕES. O que fazemos é obra de Deus. Não escolhemos nem mesmo o nosso nome. Dependemos d’Aquele que dá razão e sentido a todas as coisas. Com esta compreensão, a vida torna-se um louvor digno e agradável ao nosso Deus. Celebrar o nascimento de São João Batista é celebrar ainda a garantia de que fazemos parte da promessa sincera do amor de Deus por nós. Sejamos gratos por tudo isso! Abraços do Padre Aureliano. ‪#‎liturgiadiária‬‪#‎missa‬ ‪#‎evangelhododia‬ ‪#‎homilia‬ ‪#‎tempocomum‬ ‪#‎liturgia‬ ‪#‎reflexãodamissa‬ ‪#‎reflexão‬‪#‎palavradeDeus‬ ‪#‎oração‬ ‪#‎leituraorante‬ ‪#‎evangelho‬ ‪#‎católico‬ ‪#‎SãoJoãoBatista‬

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Boneca Emília da Estrela




Devido à importância de se preservar o meio ambiente, o conceito de desenvolvimento sustentável vem sendo disseminado desde as últimas décadas. Este traz a ideia de que os recursos naturais devem ser usados para saciar as necessidades do homem, sem desperdício, de forma a não esgotá-los para as futuras gerações. Entretanto, meio ambiente não se resume a recursos naturais. Nem tão pouco ao que está ao redor do homem, pois este é parte desse meio, integrando-o e interagindo com ele. O homem faz parte do meio ambiente, devendo, portanto cuidar, preservar e mantê-lo para que as futuras gerações também possam usufruir de forma sustentável.  É o compromisso que a Pastoral da Criança e o Hospital de Brinquedos tem para com estas e as futuras gerações. 













quarta-feira, 17 de junho de 2015

'Julgados por Deus'





O papa Francisco pedirá a toda a humanidade para agir rapidamente para salvar o planeta, vítima de seus excessos, em uma encíclica muito aguardada e que será publicada na quinta-feira (18), a seis meses da conferência do clima em Paris.
Francisco designa claramente a mão do homem como o principal culpado pelo aquecimento global, de acordo com várias fontes que tiveram acesso a esta encíclica, uma mensagem expressando a posição do Papa sobre um tema atual, e destinada a todos os católicos.
'Julgados por Deus'

Em 12 de maio, o papa Francisco adveritiu as "potências que seriam julgadas por Deus" se não respeitassem o meio ambiente.
Durante o Angelus de domingo, Francisco insistiu que sua encíclica "era dirigida a todos" - e não apenas aos 1,2 bilhão de católicos - para defender a "'casa' comum".
No texto final e oficial, o Papa lembrará "a responsabilidade de todos pelas gerações futuras", pedindo coragem antes da conferência a ser realizada em dezembro, em Paris, segundo a revista italiana Civiltà Cattolica, cujos textos são revisados pelo Vaticano.



segunda-feira, 15 de junho de 2015

Deus e a ciência



Certa vez, uma jovem estudante enviou uma questão para um dos mais famosos cientistas de todos os tempos, Albert Einstein. A pergunta era direta: "Cientistas rezam"? E ela explicava que se tratava de uma curiosidade que os instigava, ela e o grupo de estudantes do qual fazia parte. Queriam saber se é possível, ao mesmo tempo, acreditar na ciência e na religião.
Einstein respondeu, também diretamente, sem rodeios. Explicou que os cientistas acreditam que tudo o que ocorre no que nós conhecemos, incluindo os fatos da vida humana, deve-se às leis da natureza. Os nossos sentidos são capazes de apreender sobre esses fatos. Entretanto, admite Einstein, o nosso conhecimento dessas forças é imperfeito. Por mais que a ciência evolua, ou quanto mais ela assim o faz, os cientistas que se dedicam seriamente ao seu estudo acabam se convencendo de que um Espírito infinitamente superior se manifesta nas leis do universo. O trabalho científico, conclui ele na carta, leva a um tipo especial de sentimento religioso. Que nada tem de ingênuo.
“Quando abro a porta de uma nova descoberta já encontro Deus lá dentro.”
Com alguma frequência, vejo alguns intelectuais tentando demonstrar que a crença em Deus significa a ausência da real inteligência do homem. Que se trata de uma necessidade de criar Deus para justificar o injustificável e que, com todo o conhecimento disponível, com tudo o que a evolução foi capaz de nos trazer, torna-se desnecessária a existência de Deus.
O papa Francisco, recentemente, falou sobre a convivência entre as teorias científicas e a fé. Buscar explicações para a evolução do mundo não significa desacreditar em uma Força Superior capaz de originar e de gerar a vida. Até hoje, a ciência não conseguiu chegar às razões primeiras de todas as coisas. Há um aspecto a ser considerado entre os ativistas ateus. O tanto que eles falam sobre Deus tentando fazer com que as pessoas deixem de acreditar. Se para eles, Deus não existe, por que gastar tanto tempo com Ele, então? Se alguns ateus criticam os fundamentalistas religiosos – e talvez tenham razão em fazê-lo –, precisam refletir se não estão se tornando fundamentalistas do ateísmo. Os radicalismos, os desrespeitos às crenças diferentes nos separam desnecessariamente. É possível e necessário conviver com as diferenças e aprender com esses convívios.
Desde muito cedo, afeiçoei-me às ciências sociais. Sou um leitor compulsivo. Gosto de estudar os clássicos e de reler teorias sobre temas que me instigam. A fé é um deles. Por um lado, há um caminho interessante a ser percorrido pelos filósofos e teólogos que gastaram a vida para nos dar explicações sobre a nossa presença no mundo. De onde viemos? O que fazemos por aqui? E para onde vamos? Por outro lado, enche-nos de esperança olharmos a fé das outras pessoas. A fé nascida na simplicidade e na experiência com a Bondade Infinita que nos ouve as dores e nos surpreende com milagres cotidianos. A experiência do homem com a natureza, a observação da vida nas suas mais variadas formas, o belo se manifestando em amanheceres e entardeceres frios ou quentes. E o agir humano. A manifesta caridade em mulheres e homens que, alimentados de fé, alimentam os seus irmãos.
É fato que há pessoas que não frequentam nenhuma religião e que praticam a caridade. Mas é fato, também, que a inspiração do que vem de Deus independe das religiões. As religiões deveriam nos religar ao Sagrado. Deveriam nos ajudar na ressignificação do que somos. A nossa relação com Deus repercute na nossa relação com os irmãos nossos.
Quão linda a prática e a oração de Madre Tereza de Calcutá. A mulher que nos ensinou que "quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las". Ou Francisco de Assis que assim orou: “Apenas um raio de sol é suficiente para afastar várias sombras”.
Os livros nos abrem horizontes, a ciência nos garante mais segurança, autonomia. Retira-nos véus de ignorância sobre os mais variados temas. E é bom saber que os estudos nos trazem novidades constantes. E, ratificando ou retificando verdades, a ciência vai evoluindo. 
Mas, voltando a Einstein, o nosso conhecimento é pequeno demais para compreender a grandeza do universo e de tudo o que existe além do que conhecemos. É preciso humildade para ser cientista e para se ter fé.
Acreditar em Deus não é desacreditar no homem, é – ao contrário – valorizá-lo como a inteligência criada pelo Artista para dar continuidade à obra, livremente, respeitando apenas os limites do amor, como nos ensina Agostinho de Hipona.
Ciência e religião podem, sim, conviver, caminhar em harmonia. Uma ou outra despertam, invariavelmente, em nós, a esperança. O prazer da descoberta. A importância da busca. Einstein, cientista e homem comum, fez das pesquisas e das descobertas a sua fé: “Quando abro a porta de uma nova descoberta já encontro Deus lá dentro.”
Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 14/06/2015

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Procissão de Santo Antônio de Barbalha.


Terço de Santo Antônio

Descrição: 4 novenas de 36 contas - para honrar seus anos de vida - na cor marrom, separadas por contas isoladas, tendo, no início, a cruz e três contas juntas.
Na cruz:
“Deus, vinde em nosso auxílio.
Senhor, socorrei-nos sem demora.”
Nas três contas do início:
Três Glórias, agradecendo à Santíssima Trindade as graças concedidas a Santo Antônio.
Nas contas que separam as dezenas(contas grandes):
Um Pai-Nosso, para honrar as principais virtudes de Santo Antônio, que são o amor de Jesus e Sua cruz, o espírito de zelo e de apostolado, a pobreza e a obediência, a pureza e a humildade.
Nas 36 contas:
“Santo Antônio, socorrei-me agora e na hora de minha morte. Amém.”
No final:
“Doce Coração de Jesus, sede o meu amor.
Doce Coração de Maria, sede minha salvação.”






A Vida de Santo Antônio

Santo Antônio nasceu em Portugal, mas adquiriu o apelido pelo qual o conhece o mundo, da cidade Italiana de Pádua, onde morreu e onde, todavia se veneram suas relíquias.
Leão XIII o chamou "o santo de todo o mundo", porque sua imagem e devoção se encontram por todas partes.
Chamado "Doutor Evangelho".
Escreveu sermões para todas as festas do ano.
"O grande perigo do cristão é pregar e no praticar, crer mas não viver de acordo com o que se crê" -Santo Antônio "Era poderoso em obras e em palavras.
Seu corpo habitava esta terra mas sua alma vivia no céu " -um biógrafo desse tempo.
Patrono de mulheres estéreis, pobres, viajantes, pandeiros e papeleiros.
Lhe invocam pelos objetos perdidos e para pedir um bom esposo/a.
E verdadeiramente extraordinária sua intercessão.
Veio ao mundo no ano 1195 e se chamou Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo, nome que mudou pelo de Antonio ao ingressar na ordem de Frades Menores, pela devoção ao grande patriarca dos monges e patronos titulares da capela em que recebeu o hábito franciscano.
Seus pais, jovens membros da nobreza de Portugal, deixaram que os clérigos da Catedral de Lisboa se encarregassem de imprimir os primeiros conhecimentos ao menino, mas quando este chegou a idade de quinze anos, foi posto aos cuidados dos cônegos regulares de São Augustin, que tinham sua casa perto da cidade.
Dois anos depois, obteve permissão para ser trasladado ao priorado de Coimbra, por então capital de Portugal, a fim de evitar as distrações que lhe causavam as constantes visitas de suas amizades.
Não lhe faltaram as provas.
Na juventude foi atacado duramente pelas paixões sensuais.
Mas não se deixou vencer e com a ajuda de Deus as dominou.
Se fortalecia visitando ao Santíssimo Sacramento.
Desde menino havia consagrado a Santíssima Virgem e a ela encomendava sua pureza.
Uma vez em Coimbra, se dedicou por inteiro a oração e o estudo; graças a sua extraordinária memória, chegou a adquirir, em pouco tempo, os mais amplos conhecimentos sobre a Bíblia.
No ano de 1220, o rei Dom Pedro de Portugal regressou de uma expedição a Marrocos e trouxe consigo as relíquias dos santos frades franciscanos que, pouco tempo antes haviam obtido lá um glorioso martírio.
Fernando que havia passado oito anos em Coimbra, se sentiu profundamente comovido a vista daquelas relíquias e nasceu no íntimo de seu coração o desejo de dar a vida por Cristo.
Pouco depois, alguns frades franciscanos chegaram a hospedar se no convento da Santa Cruz, onde estava Fernando; este lhes abriu seu coração e foi tão grande sua insistência, que a principio de 1221, lhe admitiram na ordem.
Quase imediatamente depois, lhe autorizaram para embarcar em Marrocos a fim de pregar o Evangelho aos mouros.
Mas não bem chegou aquelas terras onde pensava conquistar a glória, quando foi atacado por uma grave enfermidade,que lhe deixou prostrado e incapacitado durante vários meses e, foi necessário voltar a Europa.
O navio em que embarcou, foi empurrado por fortes ventos, se desviou e foi a parar em Messina, a capital de Sicília.
Com grandes penalidades, viajou desde a ilha a cidade de Assis onde, segundo lhe haviam informado seus irmãos na Sicília, ia haver um capítulo geral.
Aquela foi a grande assembléia de 1221, o último dos capítulos que admitiu a participação de todos os membros da ordem;
Foi presidido pelo irmão Elias como vigário geral e São Francisco, sentado a seus pés, estava presente.
Indubitavelmente que aquela reunião impressionou ao jovem frade português.
Os irmãos regressaram aos postos que lhes haviam marcado, e Antonio foi tomar seu cargo na solitária ermida de São Paulo, perto de Forli.
Quando não se via entregado a oração na capela ou na cova onde vivia, estava ao serviço dos outros frades, ocupado sobre tudo na limpeza dos pratos, depois do almoço comunitário.
Mas não estavam destinadas a permanecer ocultas as claras luzes de seu intelecto.
Sucedeu que ao celebrar se uma ordenação em Forli, os candidatos franciscanos e dominicanos se reuniram no convento dos Frades Menores daquela cidade.
Seguramente por causa de algum mal-entendido, nenhum dos dominicanos havia se preparado para pronunciar o sermão durante a cerimônia e, como nenhum dos franciscanos se sentia capaz de preencher a brecha, se ordenou a Santo Antônio, ali presente, que fosse falar e que dissesse o que o Espírito Santo lhe inspirasse.
O jovem obedeceu sem reclamar e, desde que abriu a boca até que terminou seu improvisado discurso, todos os presentes lhe escutaram como elevados aos céus, embargados pela emoção e pelo assombro, por causa da eloqüência, o fervor e a sabedoria de que fez gala o orador.
Quanto o ministro provincial teve noticias sobre os talentos do jovem frade português, o mandou chamar a sua solitária ermida e o enviou a pregar a várias partes da Romana, uma região que, por então, abarcava toda a Lombardia.
Em um momento, Antonio passou da obscuridade a luz da fama e obteve, sobre tudo, ressonantes êxitos na conversão dos hereges, que abundavam no norte de Itália, e que, em muitos casos, eram homens de certa posição e educação, aos que se podia chegar com argumentos razoáveis e exemplos tomados das Sagradas Escrituras.
Em uma ocasião, quando os hereges de Rímini impediam ao povo de ouvir a seus sermões, Santo Antônio se foi a orla do mar e começou a gritar:
"Ouçam a palavra de Deus, peixinhos do mar, já que os pecadores da terra não a querem escutar".
A seu chamado apareceram milhares e milhares de peixes que sacudiam a cabeça em sinal de aprovação.
Aquele milagre se tornou conhecido e comoveu a cidade, pelo que os hereges tiveram que ceder.
A pesar de estar muito enfermo, Santo Antônio pregava os 40 dias da quaresma.
A pessoas se empurravam para tocá-lo e lhe arrancavam pedaços do hábito, até o ponto que fazia falta designar um grupo de homens para protegê-lo depois dos sermões.
Além da missão de pregador, lhe deram o cargo de leitor em teologia entre seus irmãos.
Aquela foi a primeira vez que um membro da ordem Franciscana cumpria com aquela função.
Em uma carta que se considera como pertencente a São Francisco, se confirma esta nomeação com as seguintes palavras: "Ao muito amado irmão Antonio, o irmão Francisco lhe saúda em Jesus Cristo.
Alegra-me em extremo que sejas vós o que leia a sagrada teologia aos frades, sempre que esses estudos não afetem ao santo espírito de pobreza e devoção que está de acordo com nossa regra".
Sem duvida, se advertiu cada vez com maior claridade que, a verdadeira missão do irmão Antonio estava no púlpito.
Por certo que possuía todas as qualidades do pregador: ciência, eloquência, um grande poder de persuasão, um ardente desejo pelo bem das almas e uma voz sonora e bem timbrada que chegava muito longe.
Por outra parte, se afirmava que estava dotado com o poder de fazer milagres e, a pesar de que era de baixa estatura e com certa inclinação a corpulência, possuía uma pessoalidade extraordinariamente atrativa, quase magnética.
As vezes, bastava sua presença para que os pecadores caíssem de joelhos a seus pés; parecia que de sua pessoa irradiava a santidade.
A onde queira que ia, as pessoas lhe seguiam em tropel para escutar lhe, e com isso fazia que os criminosos empedernidos, os indiferentes e os hereges, pe dizem confissão.
As pessoas fechavam suas casas, oficinas e lojas para assistir a seus sermões; muitas vezes sucedeu que algumas mulheres saíssem cedo de casa ou permanecessem toda a noite na Igreja, para conseguir um lugar perto do púlpito.
Com freqüência, as Igrejas eram insuficiente para conter aos enormes auditórios e, para que ninguém deixasse de ouvir lhe, pregava nas praças públicas e nos mercados.
Pouco depois da morte de São Francisco, o irmão Antonio foi chamado, provavelmente com a intenção de se nomeado ministro provincial da Emilia ou da Romana.
Em relação com a atitude que assumiu o santo nas discussões que surgiram no seio da ordem, os historiadores modernos não dão crédito ao fato de que foi Antonio quem encabeçou o movimento de oposição ao irmão Elias e a qualquer desvio da regra original;
Parece que, naquela ocasião, o santo atuou como um enviado do capítulo geral de 1226 ante o Papa, Gregório IX, para expor lhe as questões que tinham surgido, a fim de que o Pontífice manifestasse sua decisão.
Naquela oportunidade, Antonio obteve do Papa a autorização para deixar sua posto de leitor e dedicar se exclusivamente a pregação.
O Pontífice tinha uma elevada opinião sobre o irmão Antonio, a quem certa vez chamou "o Arca dos Testamentos", pelos extraordinários conhecimentos que tinha das Sagradas Escrituras.
Desde aquele momento, o lugar de residência de Santo Antônio foi Pádua, uma cidade onde anteriormente havia trabalhado, onde todos lhe amavam e veneravam e onde, em maior grau que em qualquer outra parte, teve o privilegio de ver os abundantíssimos frutos de seu ministério.
Porque não somente escutavam seus sermões multidões enormes, senão que estes obtiveram uma muito amplia e geral reforma de conduta.
As ancestrais disputas familiares cessaram definitivamente, os prisioneiros ficaram em liberdade e muitos dos que haviam obtido bens ilícitos as restituíram, às vezes em público, deixando títulos e dinheiro aos pés de Santo Antônio, para que este os devolvesse a seus legítimos donos.
Para beneficio dos pobres, denunciou e combateu o muito amplamente praticado vício da usura e lutou para que as autoridades aprovassem a lei que eximia da pena de prisão aos devedores que se manifestassem dispostos a desprender se de suas posses para pagar a seus credores.
Disse-se que também enfrentou abertamente o violento duque Eccelino para exigir lhe que deixasse em liberdade a certos cidadãos de Verona que o duque havia encarcerado.
A pesar de que não conseguiu realizar seus propósitos em favor dos presos, sua atitude nos de mostra o respeito e a veneração de que gozava, já que se afirma que o duque lhe escutou com paciência e lhe permitiu partir, sem que nada sofresse.
Depois de pregar uma serie de sermões durante a primavera de 1231, a saúde de Santo Antônio começou a ceder e se retirou a descansar, com outros dois frades, aos bosques de Campo sampero.
Certo se deu conta de que seus dias estavam contados e então pediu que lhe levassem a Pádua.
Não chegou vivo mais que aos arredores da cidade.
No 13 de junho de 1231, na habitação particular do capelão das Clarissas Pobres de Arcela recebeu os últimos sacramentos.
Entoou um canto a Santíssima Virgem e sorrindo disse: "Vou ver a nosso Senhor " e morreu.
Era o dia 13 de junho de 1231.
As pessoas percorriam as ruas dizendo: " morreu um santo! Morreu um santo!.
Ao morrer tinha tão somente trinta e cinco anos de idade.
Durante seus funerais se produziram extraordinárias demonstrações de veneração que lhe tinham.
Os paduanos tem considerado sempre suas relíquias como o tesouro mais precioso.
Santo Antônio foi canonizado antes que houvesse transcorrido um ano de sua morte; nessa ocasião, o Papa Gregório IX pronunciou a antífona "O doutor ótimo" em sua honra e, desta maneira, se antecipou em sete séculos a data do ano 1946, quando o Papa Pío XII declarou a Santo Antônio "Doutor da Igreja ".
Se chamam os "milagres o Santo Antônio " por ser uma interminável lista de favores e benefícios que tem obtido do céu para seus devotos, desde o momento de sua morte.
Um dos milagres mais famosos de sua vida é o da mula: Quis um homem que Santo Antônio a que provasse com um milagre que Jesus está na Santa Hóstia.
O homem deixou a sua mula três dias sem comer, e logo quando a trouxe a porta do templo lhe apresentou um pouco de grama fresco e ao outro lado a Santo Antônio com uma Santa Hóstia.
A mula deixou a grama e foi ante a Santa Hóstia e se ajoelhou.
























Padre José Maria de Brasília, na festa de Santo Antônio de Barbalha- Ce.